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Caminho da Geira e dos Arreieiros


5 maio 2026

Acontece

Caminho da Geira e dos Arreieiros

13ª Etapa: Pontevea – Santiago de Compostela

Animados em cumprir a última etapa, e já em contagem decrescente para a chegada a Santiago de Compostela, saímos do Porto com o céu já claro, antevendo uns dias primaveris, sem chuva.

De facto, não houve chuva, mas os dias não foram primaveris – o céu plúmbeo combinava com o vento gélido, tornando-os invernosos e de vento frio.

Apanhamos os nossos companheiros de Braga e seguimos viagem para Valença para o último pequeno-almoço deste Caminho. Nunca poderemos agradecer o suficiente às nossas hospedeiras Vânia e Geni, pelo bom cafezinho/chá, sempre servido com amor e boa disposição. O nosso Caminho não seria o mesmo sem vocês! Claro que os aniversariantes do mês que contribuíram com os ‘comes’ em todas as etapas, não podem ser esquecidos. É bem sabido que português que se faz ao Caminho, caminha melhor com um ‘bom comer’. Obrigada pelas iguarias!

A viagem decorreu tranquila e o autocarro deixou-nos em Pontevea, junto ao Camper Park – A Praiña e, após a fotografia de grupo, atravessamos esta conhecida ponte medieval sobre o rio Ulla e fizemos uma breve pausa na Casa Pernas. Lá dentro, numa das paredes estava escrito um curioso provérbio popular: “Anque teño mala a perna, bem sei onde esta a taberna”, mais uma característica comum entre os galegos e os nortenhos!!!

Pusemos os pés ao caminho e fomos seguindo pela estrada, passando junto do Mosteiro Medieval de Reis até à Iglesia de San Cristóbal de Reis, igreja românica com uma bela imagem policromada de São Cristóvão com o menino Jesus. Lá fomos pela estrada, atravessando pequenas povoações, até mais um belo exemplar do românico: o Cruzeiro de Rariz e a Iglesia de San Miguel de Rariz. O percurso foi seguindo, ao sabor das pequenas povoações e lá chegamos a mais um templo românico, a Igreja de San Juan de Recesende. Já muita estrada havia sido percorrida e os estômagos já pediam alimento.

Mas que local seria o ideal para o nosso pic-nic? Estava já ali, nas Caheiras. E sim, para não destoar, junto à igreja românica de San Simón de Ons, no seu adro e escadaria e no pequeno largo fronteiro, no cruzeiro das Cacheiras. Ali nos espalhamos, quais lagartos ao sol, saboreando as nossas iguarias, aquecendo o corpo e repousando as pernas. Como as oliveiras do adro da igreja haviam sido podadas, não encontramos melhor sítio para colher os ramos para a cerimónia religiosa do dia seguinte.

Depois do almoço, seguimos para o Sixto e saímos da civilização, embrenhamo-nos no caminho florestal, ladeado por pinheiros e eucaliptos, a subir novamente por muito tempo. A descida só aparece quando surge a urbanização de San Sadurniño, bairro satélite de Santiago de Compostela. E iniciamos o percurso semi-citadino de sobe e desce e desce e sobe… Se Santiago de Compostela ‘É já ali!’, porque é que não chega?

Finalmente, ao km 3, ali, onde se vislumbravam as torres da Catedral ao longe, ali, já às portas de Santiago, ali, uma placa artesanal em madeira esculpida dava as boas vindas aos peregrinos do Caminho da Geira e dos Arrieiros:

“Tenho um amor arrieiro

arrieiro e meo amor

leva sal

e leva viño

e leva cartas de amor

e leva cartas de amor

teño um amor arrieiro

arrieiro é o meo amor!!!” -  José Felpete 25-07-2021

Lá nos fomos aproximando do centro, passando pelo explêndido (e concorrido) parque Eugénio Granell, em direção à central de camionagem e, daí até ao Parque da Alameda foi um instantinho!

Aqui já se sentia o pulsar da multidão e as ruas do centro histórico apinhadas de gente, peregrinos, turistas, locais… até à Praça do Obradoiro foi outro instantinho!! Foi especial sermos recebidos pelos companheiros que haviam seguido viagem no autocarro (e que tiveram a gentileza de fazer o transbordo das bagagens dos caminheiros), e, claro, não podia faltar o ‘hino’ SPZN e o Hino Nacional.

Por mais Caminhos que se faça, de cada vez que se chega à Catedral é sempre um momento especialmente emocionante e marcante! A alegria e o companheirismo envolvem o grupo numa energia de fé, amor e gratidão. Há abraços, beijos, sorrisos e lágrimas… conseguimos!

Já no hotel, o banho quente trouxe de volta o conforto e a circulação aos corpos enregelados pelo vento ‘fresquinho’. A noite terminaria com o jantar convívio e com uma visita guiada pelo nosso Mestre Manuel Araújo ao entorno da Catedral, para apreciar esta zona monumental e descobrir o fantasma do peregrino.

Depois de um sono retemperador e de um pequeno-almoço demorado, ‘espalhamos’ a portugalidade por Santiago… entre levantar a Compostelana, fazer compras, atravessar passadeiras no sinal vermelho e passear, o tempo foi esticando até à belíssima cerimónia da Benção dos Ramos na Praça da Quintana dos Mortos, seguida de missa na Catedral. Esta missa é sempre especial e tocante…

Regressamos ao hotel para o almoço e depois fomos fazer mais um passeio guiado pelo nosso professor Manuel Araújo, descobrindo preciosidades desta cidade antiga. Santiago de Compostela tem tanto para descobrir que sugerimos que fosse organizada uma viagem de fim-de-semana apenas para poder visitar e descobrir o tanto que há para ver e conhecer.

Lá diz o ditado que o bom se acaba depressa e assim foi: chegara a hora da viagem de regresso a casa.

Cansados, mas revigorados na alma, na fé para vivermos os nossos caminhos quotidianos com mais humanidade, amor e paz!

O fim do Caminho traz sempre consigo um sentimento de nostalgia… terminaram as nossas caminhadas, os nossos encontros, as nossas conversas, as nossas partilhas e desabafos, os nossos convívios à volta das comidas e das bebidas, como assim? Já não há Milnuebe??

Não, não terminaram, pois um novo Caminho ‘É já ali!’ se adivinha.

 A nossa gratidão ao SPZN, por nos proporcionar esta fantástica aventura!

E, aos nossos muito queridos professores Manuela Felício e Manuel Araújo, um enorme abraço de reconhecimento pela vossa dedicação, paciência, amizade e companheirismo únicos. Este é um abraço mesmo grande… gostamos de vocês daqui a 239 km e de 239 km até aqui!!

Que Santiago permaneça nos nossos corações.



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