<![CDATA[Notícias]]> https://sindicatodosprofessores.pt Wed, 04 Feb 2026 02:58:01 +0000 Wed, 04 Feb 2026 02:58:01 +0000 (informacoes@spzn.pt) informacoes@spzn.pt Goweb_Rss http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss <![CDATA[Reunião entre FNE e MECI cancelada (Negociação ECD – Tema 2)]]> https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4641 https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4641
Informação:
A reunião agendada para amanhã, 4a feira, dia 4 de Fevereiro, às 10h, entre a Federação Nacional da Educação (FNE) e o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em Lisboa, foi adiada pela tutela por motivos de força maior.

A FNE aguarda novas informações relativas a reagendamento.


Porto, 03 de fevereiro de 2026
A Comissão Executiva da FNE
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Tue, 03 Feb 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[9ª etapa - Caminho da Geira e dos Arrieiros]]> https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4625 https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4625
9ª Etapa: Beran – Feas

O início deste dia foi chuvoso, mas ao entrarmos na Galiza fomos recebidos por um enorme arco-íris, prenúncio de melhoria no tempo. Chegados a Beran com sol, iniciamos a subida da bela aldeia, rumo à Capela de San Roque, onde um artístico marco evoca o Caminho da Geira e do Arrieiros de Braga a Beran e um cruzeiro numa plataforma, atesta a importância religiosa do local. 
Voltamos ao caminho no bosque frondoso, ao ar puro, à vegetação luxuriante em cores outonais e à subida da encosta, umas vezes suave, outras mais inclinada…

Chegados à aldeia de Lebosende, percorremos um pequeno troço rural com casas antigas e chegamos à Igreja de San Miguel de Lebosende, posicionada num local altaneiro, oferecendo um belíssimo miradouro sobre o município de Leiro e, no horizonte, os montes outonais e o céu carregado de nuvens. Lindo!
Rapidamente saímos da aldeia, abandonando os vinhedos e, mais uma vez, usufruir da natureza pura do grande bosque de vegetação autóctone – a chamada ‘Floresta Encantada’, que nos encantou pela sua grande beleza, levantando alguns desafios no caminho (piso molhado, enlameado, árvores tombadas, vegetação que estreita a passagem). Este território selvagem, as cores outonais, o chão coberto de folhas coloridas, transportou-nos para um universo cinematográfico de filme de exploradores aventureiros, embora a subida não fosse ficção!

Mas a ‘Floresta Encantada’ dá lugar à ‘Floresta Assombrada’, quando passamos junto à casa do eremita criativo, que decorou o seu entorno recorrendo à reutilização de objetos, imprimindo uma certa aura de território macabro. É interessante como alguém se isola da sociedade e sobrevive na floresta, sem as condições, consideradas mais básicas para nós, como a electricidade ou água canalizada. Logo, a nossa imaginação voa até aos filmes de suspense/terror, onde o eremita é o mau que caça os peregrinos mais desprevenidos… Mas a realidade é que ele escolheu um sítio maravilhoso da floresta para viver, junto a um pequeno ribeiro e, certamente será uma pessoa boa, pois avistamos gatinhos à janela, saindo fumo pela chaminé, num cenário quase bucólico…

Mas o ambiente cinematográfico ainda não tinha terminado, pois, mais adiante, metida em plena fraga, surge-nos a aldeia abandonada de Viñoa, com os restos das suas grandes casas de pedra engolidas pela vegetação abundante. A este cenário de uma beleza melancólica, juntou-se uma áurea de névoa, uma humidade e cheiro intenso nunca sentido antes, transportando-nos para um cenário feérico. Era como se, por alguma magia das fadas da floresta, nalguma esquina se pudesse vislumbrar a Viñoa do passado ganhar vida… homens e mulheres, trabalhadores esforçados transformando a natureza a seu favor, vivendo o seu dia-a-dia com esperança. Mas a evolução dos tempos trouxe uma imensa emigração, levando à falta de mão-de-obra e à desertificação do mundo rural. Então, a natureza reclama para si os espaços do Homem.
A certa altura o caminho tornou-se descendente, ladeado por muros altos com pedras incrustadas servindo de escadas de acesso aos socalcos - vestígios dos trabalhos agrícolas do passado e também do presente (na zona final do caminho existiam hortas cultivadas). 

Eis-nos chegados (novamente à margem do rio Avia), do outro lado, Pazos de Arrenteiro – “único Conjunto Histórico-Artístico, desde 1973, que existe no rural galego (…) é uma das jóias melhor conservadas em termos de arquitectura galega (…) com 1000 anos de história documentada.” (in, painel informativo)
Do lado de cá, o nosso autocarro com o farnel do almoço. Repostas as energias, entramos na aldeia medieval, ao encontro de um velho conhecido de outras passagens por aqui. Houve conversa e cantigas lusas com este galego casado com uma portuguesa e, claro, prova dos licores que produz artesanalmente. Não é à toa que esta aldeia foi classificada, pois o edificado testemunha a importância do território no passado: casas senhoriais, edifícios utilitários (p.e. casa do ouro), a imponente igreja românica de San Salvador (sec.XII) e, claro, as vinhas, sempre as vinhas.
Atravessamos a aldeia rural e seguimos caminho pela encosta. Lá em baixo, o Avia e uma mini-hídrica, ao nosso lado, os muros em pedra sustêm os socalcos dos vinhedos. E entramos novamente na zona florestal, com o caminho sempre a subir e o Avia já fora de vista. 

Continuando a subida, surge-nos a aldeia Iglesario e aqui acontece uma peripécia: um grupo seguiu a seta do Caminho Minhoto Ribeiro, outro, a seta do Caminho da Geira e dos Arrieiros Resultado – todos deveríamos ter ido pelo CMR. Alguns habitantes locais, percebendo a nossa hesitação no caminho a seguir, certificou-nos que esse era o CGA e que o outro caminho estava em mau estado. Lá seguimos o CGA, perdendo a oportunidade de apreciar a igreja barroca de San Miguel de Albarellos, mas “ganhando” um percurso de subida sempre em estrada no meio da floresta, passando pela Capela de Paredes. O grupo CMR percorreu um percurso mais difícil, mas lá nos juntamos, mais adiante, num cruzamento das estradas. 


9º etapa - Caminho da Geira e dos Arrieiros
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Mon, 02 Feb 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[A anunciada fusão entre ciclos de ensino...]]> https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4635 https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4635 Os sócios do SPZN têm vindo a manifestar, ao longo dos últimos dias, sérias dúvidas e legítimas preocupações relativamente às declarações públicas do Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), às notícias divulgadas por diversos órgãos de comunicação social e à informação que tem circulado nas redes sociais sobre a anunciada “fusão entre ciclos”.

Em particular, questiona-se se esta opção aponta para um processo de reforço da disciplinarização do 1.º ciclo ou, pelo contrário, para um alargamento (ainda que relativo) do modelo de monodocência ao 2.º ciclo, não sendo, até ao momento, conhecida de forma clara a intenção estratégica subjacente a esta orientação política.

Por um lado, a eventual criação de um grupo de recrutamento de Educação Física no 1.º ciclo, à semelhança do que já acontece com o Inglês e do que vigora, por exemplo, na Região Autónoma da Madeira, parece indiciar um reforço da lógica disciplinar. Contudo, este caminho poderá colidir com a conhecida e persistente falta de professores.

Por outro lado, essa mesma escassez de docentes poderá servir de justificação, considerada por muitos sócios como discutível, para uma extensão do modelo de monodocência ao 2.º ciclo, hipótese que ganha consistência à luz das recentes referências governamentais a uma “reforma curricular” assente em áreas do saber mais amplas e menos centradas em disciplinas específicas.

Perante este quadro de caminhos contraditórios, os sócios do SPZN têm-nos feito chegar sucessivos pedidos de esclarecimento e de uma leitura rigorosa sobre o que tem sido anunciado pelo MECI, bem como sobre os principais riscos e implicações desta opção, quer para a organização pedagógica das escolas, quer para a valorização da carreira docente e para a qualidade do ensino.

 

Assim, e procurando responder de forma responsável e fundamentada às questões que nos são colocadas, a Comissão Permanente do SPZN informa o seguinte:

As dúvidas apresentadas são pertinentes e refletem uma preocupação central do SPZN, não apenas do ponto de vista pedagógico e profissional, mas também do ponto de vista jurídico e institucional, atendendo à ausência de informação clara e de um processo de diálogo estruturado com as organizações representativas dos docentes.

Desde logo, importa sublinhar que qualquer intenção de “fusão de ciclos” não pode ser analisada apenas como uma opção de natureza curricular ou organizacional. A existência e a definição dos ciclos de ensino estão consagradas na Lei de Bases do Sistema Educativo, aprovada pela Assembleia da República, pelo que uma alteração estrutural dessa natureza exige, obrigatoriamente, uma revisão legislativa. Não é matéria que possa ser decidida por via administrativa, através de decretos-lei, despachos ou orientações do Governo.

Nesse sentido, o MECI não pode partir do pressuposto de que essa revisão será automaticamente viabilizada, tanto mais que o atual Governo não dispõe de maioria absoluta no Parlamento. Anunciar reformas estruturais sem que exista uma base legal previamente aprovada traduz uma fragilidade política evidente e coloca sérios problemas de legitimidade democrática.

Do ponto de vista sindical, isto significa que não aceitamos processos de “reforma de facto”, em que se alteram práticas, currículos e modelos organizativos sem que o quadro legal seja formalmente revisto. Uma fusão encapotada, feita através da criação de áreas do saber, da diluição das disciplinas ou da redefinição informal dos perfis docentes, seria juridicamente discutível e profundamente negativa para a estabilidade do sistema educativo e para os direitos profissionais dos professores.

No plano pedagógico, mantemos igualmente reservas quanto às opções que têm sido publicamente sugeridas. A criação de novos grupos de recrutamento no 1.º ciclo, como na Educação Física, pode ser interpretada como um sinal de disciplinarização, mas essa leitura não pode ser desligada da realidade concreta da escassez de professores. Por outro lado, a hipótese de alargar modelos de polivalência ao 2.º ciclo, sob a lógica das áreas do saber, é vista pelo SPZN como uma resposta errada a um problema real, que não pode ser resolvido à custa da desqualificação pedagógica e da descaracterização da profissão docente.

O que defendemos é um processo exatamente inverso ao que parece estar a desenhar-se: primeiro, clarificação política; depois, enquadramento legal; só depois, discussão curricular e organizacional, sempre em sede de negociação efetiva com as organizações sindicais.

Sem esta sequência, qualquer reforma corre o risco de ser reativa, assente na gestão da escassez e não numa visão estruturada de educação, transformando-se num exercício de engenharia administrativa que fragiliza a escola pública e coloca os professores perante mudanças profundas sem segurança jurídica, sem estabilidade profissional e sem garantias de qualidade educativa.

Por último, importa realçar que o MECI nunca convocou a FNE, da qual o SPZN faz parte, para qualquer reunião ou processo negocial em que esta matéria tenha sido discutida ou negociada, o que evidencia a ausência de diálogo institucional sobre uma alteração com impactos profundos na organização do sistema educativo, nas condições de trabalho dos docentes e na qualidade do ensino.

 

Porto, 2 de fevereiro de 2026


A Comissão Permanente
Sindicato dos Professores da Zona Norte – SPZN
www.spzn.pt






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Mon, 02 Feb 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[Mensagem de Solidariedade da FNE - Depressão Kristin]]> https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4636 https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4636

A Federação Nacional da Educação (FNE) manifesta a sua profunda solidariedade para com todas as pessoas e comunidades afetadas pela passagem da Depressão Kristin, que atingiu milhares de cidadãos em Portugal, com especial incidência na zona centro do país.

Neste momento difícil, a FNE expressa a sua preocupação e apoio a toda a comunidade educativa: escolas, alunos, professores, educadores, técnicos e trabalhadores de apoio educativo, muitos dos quais viram as suas escolas, locais de trabalho e até as suas próprias casas diretamente afetadas por esta situação de emergência.

As escolas são espaços de estabilidade, segurança e esperança, e quando são atingidas por fenómenos desta natureza, toda a comunidade sente o impacto. É por isso essencial garantir respostas rápidas, solidárias e eficazes, que permitam repor condições de funcionamento, apoiar quem mais precisa e assegurar que nenhum aluno ou trabalhador fica para trás.


A FNE manifesta-se disponível, através dos seus sindicatos, para colaborar ativamente no apoio às comunidades educativas afetadas, nomeadamente através de:

- Articulação com as direções das escolas e autoridades locais para sinalização de situações críticas;

- Apoio institucional e sindical aos trabalhadores que enfrentam dificuldades pessoais ou profissionais decorrentes desta situação;

- Promoção de ações de solidariedade e mobilização de recursos, sempre que tal se revele necessário.


Num tempo que exige união, a FNE reafirma o seu compromisso com a defesa da escola pública, com a proteção dos seus profissionais e com o acompanhamento próximo das comunidades educativas, convicta de que a solidariedade é o caminho para superar as adversidades.

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Mon, 02 Feb 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[Mais três turmas para formação em Liderança digital e IA para diretores e equipas de direção]]> https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4638 https://sindicatodosprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4638

A FNE – Federação Nacional de Educação, a AFIET – Associação para a Formação e Investigação em Educação e Trabalho – e a UFP – Universidade Fernando Pessoa disponibilizam, com financiamento integral, a 2ª, 3ª e 4ª edições da formação dirigida e Diretores de Agrupamentos de Escolas e suas equipas em "LIDERANÇA DIGITAL E IA PARA DIRETORES E EQUIPAS DE AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS", cujos detalhes podem ser consultados acedendo à seguinte ligação: https://inovalab.ufp.edu.pt/mc-06-047

Em segunda prioridade, podem também inscrever-se educadores e professores que, no momento, não são diretores nem pertencem a qualquer equipa de direção.


Podem candidatar-se detentores de formação de base que não seja em áreas Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Humanidades (CTEAM).


Com a primeira turma já fechada, a formação, a ministrar totalmente a distância, agora com calendarização das 2.ª, 3.ª e 4.ª edições, terá uma duração de seis semanas, às segundas-feiras ou às sextas-feiras, consoante a edição a escolher, sempre entre as 17:00 e as 20:00, com inclusão de 7 horas assíncronas. A saber:

2ª edição

 

3ª edição

 

4ª edição

Dias

Horas síncronas

 

Dias

Horas síncronas

 

Dias

Horas síncronas

20/03/2026

3

 

23/03/2026

3

 

04/05/2026

3

27/03/2026

3

 

30/03/2026

3

 

11/05/2026

3

10/04/2026

3

 

06/04/2026

3

 

18/05/2026

3

17/04/2026

3

 

13/04/2026

3

 

25/05/2026

3

24/04/2026

3

 

20/04/2026

3

 

01/06/2026

3

08/05/2026

3

 

27/04/2026

3

 

08/06/2026

3

Total

18

 

Total

18

 

Total

18

Candidaturas

 

Candidaturas

 

Candidaturas

Até: 16/03

 

Até: 18/03

 

Até: 27/04

 

Os candidatos devem fazer previamente o registo na plataforma Moodle em https://mc.ufp.pt e posteriormente aceder com as credenciais escolhidas e inscreverem-se na microcredencial "Liderança Digital e IA para Direção de Escolas e Agrupamentos" – na edição que escolherem.


Antes do início da microcredencial será divulgada a sala remota. Devem consultar o regulamento em https://inovalab.ufp.edu.pt/


É condição necessária para emissão de certificado assiduidade de 90% e realização, com sucesso, das atividades de avaliação.


Será concedida certificação académica – em regime de microcredencial com 2 ECTS – e certificação de curta duração, conforme o quadro regulamentar estabelecido pelo CCPFC e legislação aplicável (como o Decreto-Lei n.º 22/2014 e Despacho n.º 5741/2015).





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Mon, 02 Feb 2026 00:00:00 +0000