20 Janeiro 2026
Acontece
7ª Etapa: Santo Amaro (Piscinas de Padrenda) - Meréns
A manhã soalheira prometia um belo dia de caminhada… e assim foi!
Partindo das piscinas, localizadas nos arredores de Santo Amaro- Padrenda, logo seguimos pelo estradão que atravessa uma vasta zona florestal. Num cruzamento de caminhos florestais, longe de qualquer povoação, surge-nos a Igreja de A Portela, magestosa e de grandes dimensões, testemunho de que estes caminhos são calcorreados, desde tempos antigos, por arrieiros e peregrinos a Santiago. Continuamos, rodeados pela floresta de carvalhos e, mais adiante iríamos passar pela pequena Capela de San Justo, que apresenta um alpendre, sinal de abrigo aos peregrinos. Sempre ladeados pela floresta, entre subidas e descidas, acompanhava-nos o som do estalar das bolotas debaixo dos nossos pés. O nosso olhar perdia-se na profusão dos verdes da vegetação e dos ainda viçosos fetos e o tapete castanho das folhas cobria o nosso caminho. Por muito tempo percorremos esta verdura, interrompida, brevemente, por uma zona industrial. Adiante, a ponte sobre o rio Deva dava-nos a oportunidade de apreciar as águas calmas e espelhadas deste afluente do rio Minho e o sol quente que se fazia sentir. Logo nos desviamos novamente para o trilho florestal, que nos levou a atravessar o lugar de Vilanova da Barca, aldeia muito pequena, silenciosa, mas rodeada de campos cultivados, sinal da presença resiliente dos galegos. O nosso caminho foi-se aproximando da margem do rio Minho… as pernas já pediam descanso e o corpo alimento.
O nosso almoço teve lugar numa pequena área de picnics, com uma sombra apetecível e atapetada a folhas amarelas e castanhas, mesmo junto ao Mirador Couto da Pena, que nos ofereceu uma vista deslumbrante para o calmo rio Minho, refletindo o céu, vislumbrando-se já mais à frente o antigo balneário e a vila de Cortegada. Na outra margem, testemunhamos a passagem do comboio Ourense-Vigo, que circula desde 1881.
Ainda havia muito para andar, e rapidamente chegamos ao balneário histórico e museu termal de Cortegada (1937). Logo abandonamos a margem do Minho e começamos a subir em direção à vila de Cortegada. O seu centro histórico é um belo testemunho da época áurea do termalismo, com edifícios de um e dois andares (possivelmente antigas pensões), grande parte deles agora abandonados. Ao nível do rés-do-chão vestígios de estabelecimentos comerciais. Percebe-se que esta vila, no passado, terá sido uma zona rica e requintada, distinguindo-se quer pelas suas portas de madeira ricamente talhada (algumas ostentando brasões), quer pela arte dos gradeamentos em ferro ou pelo belo fontanário da praça.
Saindo de Cortegada, encaminhamo-nos para a aldeia de Eirexa, onde se impõe, no socalco mais alto o antigo Santuário de San Benito de Rabiño (anteriormente conhecido por Santuário de San Benito de Arnoia), rodeado pelo cemitério e, a cerca de 50 metros, o Humilhadoiro.
Deixamos para trás a aldeia, voltamos à floresta, subindo ainda mais um pouco, e eis que, a floresta termina, e é-nos oferecido um cenário de uma beleza deslumbrante: o caminho desce, serpenteando uma povoação na encosta, logo ali hortas e ruínas de casas, mais abaixo, o núcleo ainda habitado (e com obras de saneamento a decorrer).
No horizonte, o céu, já nublado em cinza, e o sol escondido, em luz já pálida de fim de dia, dirige-se para trás dos montes… E os montes, imensos, preenchendo todo o horizonte… e entre a encosta povoada e os belos montes, o Rio Minho. Eis-nos chegados a Meréns!
E foi junto à igreja de San Cibrao de Meréns que terminamos esta etapa, num dia quente de Outono, pleno de convívio e camaradagem. Foram 20 km esforçados… regressamos a casa, cansados, mas revigorados e, no pensamento, “Novembro? É JÁ ALI”!
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